Em reunião realizada na manhã desta quinta-feira, 9 de junho, a Petrobrás apresentou a diretores da FUP e representantes de sindicatos filiados, a proposta de quitação do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados – PLR, referente ao exercício 2010. Para os trabalhadores posicionados até o nível 457-A da tabela salarial, a Empresa propõe piso de R$ 15.500,00, mais um valor fixo de R$ 2.700,00, totalizando R$18.200,00.
Já, para os trabalhadores que estiverem acima do nível 457-A, a Petrobrás propõe um acréscimo de forma escalonada, de acordo com o posicionamento individual na tabela salarial. O valor mínimo a ser pago, garantido pela Empresa, é de 1,96 vezes a remuneração bruta normal, e a relação entre o menor e o maior valor (piso-teto) é de 2,5 vezes. É importante frisar que, dos valores propostos pela Petrobrás, ainda deverá ser descontado o adiantamento pago aos trabalhadores em janeiro e a fatia relativa ao Imposto de Renda.
Mais uma vez, a Petrobrás deixou de apresentar proposta de regramento da PLR, limitando-se a expor justificativas frágeis e sem consistência sobre o não atendimento desse compromisso.
Encaminhamentos – Após a reunião, a proposta da Petrobrás foi remetida ao Dieese para avaliação econômica e também foi apreciada, preliminarmente, pelos diretores da FUP e representantes de Sindicatos presentes. Para o coordenador-geral do SINDIPETRO/RN, Márcio Dias, a alta cúpula e o corpo gerencial da Empresa são os grandes beneficiados.
Ainda na mesa de negociação, o representante do SINDIPETRO/RN questionou o tratamento discriminatório e injusto. Na opinião de Márcio, o movimento “deveria rejeitar a proposta e exigir uma nova negociação, imediatamente, para que se busque avançar”.
A diretoria do SINDIPETRO/RN reúne-se nesta sexta-feira, 10 de junho e, de antemão, questiona os valores apresentados, repudiando o tratamento discriminatório aos trabalhadores. Ao término da reunião, os encaminhamentos aprovados serão divulgados.
Solidariedade – Hoje, no embarque, trabalhadores do Pólo Guamaré aprovaram moção de apoio e solidariedade aos bombeiros do Rio de Janeiro, que se encontram em greve por melhores salários e condições de trabalho. Ao mesmo tempo, os petroleiros presentes repudiaram as declarações e atitudes do governador daquele Estado.