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Petroleiros norte-rio-grandenses aderem em massa ao Dia Nacional de Luta e Paralisações

11 de November de 2016 às 18:15

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Foto: Arquivo

Em todo o Rio Grande do Norte, a categoria petroleira aderiu em massa às programações do Dia Nacional de Luta e Paralisações, realizado nesta sexta-feira, 11, contra a PEC 55, as reformas previdenciária e trabalhista, e o desmonte da Petrobrás. As ações foram decididas pelos próprios trabalhadores, em cada base, juntamente com a Diretoria do SINDIPETRO-RN.

Em plena campanha reivindicatória com vistas à negociação de um Aditivo ao Acordo Coletivo, trabalhadores e trabalhadoras da Petrobrás de várias unidades suspenderam a emissão de Permissões de Trabalho - PTs, paralisando atividades e promovendo atos públicos e manifestações na entrada das principais instalações da companhia.

No período da tarde, a categoria se incorporou às atividades conjuntas programadas pelas centrais sindicais e movimentos sociais nas principais cidades do Estado, reforçando a mobilização geral contra as medidas antinacionais, antidemocráticas e antipopulares que vêm sendo anunciadas pelo governo golpista de Michel Temer.

Mossoró

Em Mossoró, a mobilização teve início às seis da manhã, envolvendo trabalhadores da Petrobrás e de empresas terceirizadas, com uma concentração em frente à Base-34. Além da venda de campos terrestres e da abertura do Pré-sal para o capital estrangeiro, os petroleiros protestaram contra a PEC do Fim do Mundo (PEC 55) que congela investimentos em Educação e Saúde por 20 anos.

Segundo denunciou o diretor de Secretaria Geral do SINDIPETRO-RN, Pedro Lúcio, além das áreas já anunciadas pela Petrobrás (Riacho da Forquilha e Macau), “a Direção da companhia está tramando a entrega à iniciativa privada dos campos de Canto do Amaro e Estreito, os dois maiores do Estado”. A informação foi confirmada pelo presidente da AEPET-NS no RN, Ricardo Pinheiro.

Segundo Pinheiro, essa possibilidade foi apresentada pelo presidente da Petrobrás, em discurso proferido na Rio Oil & Gas, no último dia 24 de outubro. Na oportunidade, Pedro Parente teria demonstrado interesse em abrir mão da exploração onshore no País. "Amparado por Michel Temer, Parente já mostrou que tem interesse de vender os campos terrestres de produção do Brasil para o setor privado", afirmou Pinheiro.

Polo Guamaré / UTE-JSP e Plataformas

No Polo Industrial de Guamaré, que abriga uma refinaria (RPCC), unidades de processamento de gás natural e terminais da Transpetro, o Dia Nacional de Luta e Paralisações teve início com a realização de uma assembleia às 7h00, em que os trabalhadores ratificaram a decisão de suspensão da emissão de PTs e PTTs.

Em seguida, houve concentração e ato público com participação e apoio de trabalhadores da Educação do IFRN campus Macau e de professores da rede municipal de ensino. O movimento contou com forte adesão de trabalhadores terceirizados que seguiram em caminhada pelas instalações da unidade até a BAGAM.

Na Usina Termelétrica Jesus Soares Pereira (UTE-JSP), em Alto do Rodrigues, também houve suspensão da emissão de PTs e PTTs, entre 7 e 15h00. Diretores do Sindicato foram pressionados por gerentes, desde a noite de ontem, para não comparecerem às instalações. Nas plataformas marítimas, assim como em Guamaré, a emissão de PTs e PTTs está suspensa por 24 horas.

Sede Natal

Na sede administrativa da Petrobrás em Natal, o Dia Nacional de Luta e Paralisações foi marcado pelos protestos contra as ações de desmonte da companhia e pela exigência de mais transparência na gestão da empresa e condução dos negócios.

Desde cedo, um grupo formado por cerca de 150 trabalhadores e trabalhadoras, acompanhou a Diretoria do Sindicato na entrega de um documento em que são solicitadas da Petrobrás diversas informações referentes à desmobilização de unidades e à cessão/venda de campos de produção.

A comitiva percorreu diversas instalações e foi recebida pela Gerência Geral da UO-RNCE e da Construção de Poços Terrestres – CPT. A Gerência da UO comprometeu-se em reunir as informações necessárias para responder aos questionamentos da categoria, apresentando-as em uma reunião com o Sindicato no próximo dia 29.

Preocupado com a falta de transparência com que a gestão Pedro Parente tem conduzido a Petrobrás, o SINDIPETRO-RN publicou nota nesta sexta-feira, na imprensa local, cobrando esclarecimentos e informações, já que a desmobilização de unidades conjugada com a venda de campos de produção deverá provocar forte retração da atividade econômica local.

Ao mesmo tempo, a entidade manifestou solidariedade com as demais categorias profissionais e segmentos sociais em luta contra o governo Temer, desejando que o Dia Nacional de Luta seja “o marco inicial de um grande movimento de resistência, de sentido patriótico, democrático e popular, capaz de reverter o golpe das elites e colocar o país na trilha do desenvolvimento, com soberania, democracia, valorização do trabalho e justiça social”.

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