Suspensão dos leilões de petróleo e rechaço ao PL4330 que, a pretexto de regulamentar a terceirização, precariza ainda mais as relações de trabalho no Brasil. Estas foram as principais bandeiras levantadas pelos trabalhadores petroleiros, durante o ato público realizado na manhã desta quinta-feira, 11 de julho, em frente ao portão principal de acesso à sede administrativa da Petrobrás, em Natal. O movimento teve início às 5h00, e ocorreu paralelamente a diversas outras manifestações, realizadas em vários pontos da cidade, como parte do Dia Nacional de Luta.
Ao término do ato, os trabalhadores petroleiros juntaram-se a integrantes do MST e seguiram em passeata até às imediações da “Arena das Dunas”, estádio que está sendo construído para sediar jogos da próxima Copa do Mundo. Nesse local, segundo cálculos da PM divugados por volta das 11 horas, mais de 10 mil pessoas já estariam concentradas. A partir desse ponto, os manifestantes deverão seguir pela BR-101, em direção ao bairro de Ponta Negra, percorrendo um trajeto de seis quilômetros.
Organizadas pelas centrais sindicais e movimentos sociais, as mobilizações e protestos de hoje têm uma pauta definida e um objetivo claro, que é abrir a negociação com o Governo Federal e o Congresso Nacional em torno das seguintes bandeiras: destinação de 10% do orçamento da União para a Saúde Pública; 10% do PIB para a Educação; reforma política com plebiscito popular; fim do fator previdenciário; reforma agrária; redução da jornada de trabalho sem redução de salários; valorização das aposentadorias; rechaço ao PL 4330, sobre terceirização; e suspensão dos leilões de petróleo.