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PIB do Brasil cresce 7,5% em 2010, o maior desde 1986, aponta IBGE

03 de March de 2011 às 19:15

O crescimento de 7,5% no Produto Interno Bruto (PIB) é o maior desde 1986, quando a economia brasileira também avançou 7,5%, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O desempenho do PIB brasileiro em 2010, com alta de 7,5%, colocou o país em terceiro lugar entre as principais economias mundiais que já divulgaram os resultados do ano passado. O país ficou atrás apenas da China, com 10,3%, e da Índia, com 8,6%.

"[Os países] Não têm nada em comum. São três economias bem diferentes, com características políticas e econômicas diferentes e políticas de desenvolvimento diferentes. A única coisa em comum é que estão crescendo. São países que têm potencial de se destacar no futuro", frisou o coordenador de contas nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Roberto Olinto.

A média global no ano passado foi de 5% e ficaram acima desse patamar, além dos três primeiros colocados, a Coréia do Sul, com 6,1%, e o México, com 5,5%. A seguir vieram Japão, com 3,9%; Rússia, com 3,8%; Alemanha, com 3,6%; Estados Unidos, com 2,9%; União Européia, com 1,7%; França, com 1,5%; Portugal, com 1,4%; Reino Unido, com 1,4%; e Itália, com 1,1%.

Com resultado negativo aparecem Espanha, com -0,1%, e Grécia, com -4,5%.

Dados do Banco Mundial também mostram que, entre os Brics, o PIB per capita do Brasil, por paridade de poder de compra, atingiu US$ 10,3 mil no último trimestre do ano passado, atrás da Rússia, com US$ 15,1 mil e da África do Sul, incluída no grupo dos Brics, com US$ 10,4 mil. A seguir vieram a China, com US$ 6,6 mil, e a Índia, com US$ 3,1 mil.

Em termos de crescimento nesse grupo de países, a China liderou no quarto trimestre de 2010, com alta de 9,8% na comparação com o quarto trimestre de 2009, seguida pela Índia, com 8,2%; Brasil e Rússia, empatados com 5%; e África do Sul, com 3,8%.

Na comparação do quarto trimestre com o trimestre imediatamente anterior, o desempenho brasileiro, de 0,7%, ficou atrás com 2,4% da Noruega; 1,3% do México; e 0,8% dos Estados Unidos. Atrás do Brasil ficaram Áustria, com 0,6%; Holanda, com 0,6%; Coreia do Sul, com 0,5%; Alemanha, com 0,4%; França, com 0,3%; União Europeia, com 0,2%; Espanha, com 0,2%; e Itália, com 0,1%. Japão, com -0,3%; Portugal, com -0,3%; Reino Unido, com -0,5%; e Grécia, com -1,4%.

Valor Online

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