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Audiência Pública V

Potiguares precisam de um novo padrão de desenvolvimento

Entendimento é defendido por dirigente da FUP para quem a Petrobrás deveria ser instrumento fundamental

15 de May de 2011 às 14:31

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Foto: Assessoria CMM

Presente à Audiência Pública promovida pela Câmara Municipal de Mossoró, no último dia 12 de maio, o diretor da Federação Única dos Petroleiros – FUP, Divanilton Pereira, alertou a população do RN para a necessidade de formulação de um projeto estadual de desenvolvimento, em que a Petrobrás e a economia do petróleo sejam demandadas em todas as suas potencialidades e possibilidades.

Segundo Divanilton, esse movimento é hoje ainda mais necessário porque “há uma clara pressão de acionistas da Empresa pela concentração de recursos financeiros e técnicos nos campos do pré-sal”, e essas ações podem levar “à redução de investimentos em outras áreas de atuação e, até mesmo, à transferência de responsabilidade pela exploração de campos considerados maduros ou de alto custo como são os do Rio grande do Norte”.

Nesse sentido, referindo-se ao que foi caracterizado por alguns participantes da Audiência como risco de “herança maldita”, Divanilton criticou a falta de visão estratégica das elites dirigentes do Estado. Depois de mais de três décadas de presença e atuação da Petrobras – lembrou Divanilton, “é inconcebível que o RN ainda não tenha sido capaz de estruturar e explorar todas as potencialidades da cadeia produtiva do petróleo, que é uma das que mais tem condições de atrair investimentos”.

Requisitos – Para que o RN alcance um novo padrão de desenvolvimento, Divanilton afirma que, como em outros casos, “é necessário incentivar a produção de ciência e tecnologia, e desenvolver esforços concretos a fim de dotar o Estado de infra-estrutura capaz de permitir o emprego de uma logística avançada, que favoreça a movimentação de produtos e serviços”.

No entanto, especificamente com relação ao petróleo, Divanilton afirma que é necessário fazer com que ele deixe de ser um enclave em nossa economia. “No Estado, temos mais de cinco mil poços de petróleo em atividade. Mas onde foram adquiridas as unidades de bombeio? Os dutos? Quem fabrica peças para sondas?” – pergunta ele.

Para Divanilton, a sociedade norte-rio-grandense precisa enxergar a Petrobrás não apenas como uma empresa produtora de petróleo. Mas, principalmente, como um instrumento capaz de favorecer a diversificação e fortalecer a dinâmica econômica do Estado.

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