A direção da PROGEL alega que não dispõe de recursos para apresentar uma nova proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho 2017/2018. A causa, segundo a empresa, seria o enxugamento do contrato de prestação de serviços mantido com a Petrobras. O assunto foi discutido em reunião na subsede do SINDIPETRO-RN, em Mossoró, nesta segunda-feira, 14.
De acordo com o diretor da PROGEL, Paulo Coelho, a empresa só tem condições de oferecer um reajuste salarial que reponha a inflação acumulada, calculada em 3,26%, com base no ICV do DIEESE, e mais R$100 a título de cesta natalina, a ser paga em dezembro.
A terceirizada alega que o valor do contrato é muito “enxuto” o que dificulta uma possível ampliação da proposta. “Infelizmente a empresa já não tem de onde tirar para cobrir a proposta inicial”, justifica Paulo Coelho.
Mesmo com a situação difícil, o diretor para Assuntos do Setor Privado e Terceirizado do SINDIPETRO-RN, Manoel Assunção, lembra que é preciso solucionar alguns problemas, como os relacionados ao transporte e à alimentação.
Assunção lembra que “tem trabalhador que viaja de Mossoró para o Alto do Rodrigues em veículo próprio e ainda arca com o custo do combustível”. Além disso, “muitas vezes, esses mesmos trabalhadores estão tendo que bancar a alimentação na hora do almoço, porque se torna inviável economicamente fazer a refeição em casa”.
Para entender melhor a saúde financeira da PROGEL, a Diretoria do SINDIPETRO-RN solicitou um balanço das receitas da empresa e a apresentação de uma contraproposta para o ACT 2017/2018. Uma nova reunião está marcada para 24 de agosto, e, a partir de então, será organizada uma nova rodada de assembleias deliberativas da categoria.