Ficou adiada para a próxima sexta-feira, 26, às 11h00, em Natal, a reunião conjunta do SINDIPETRO-RN com as Gerências Gerais da RPCC e da UO-RNCE para tratar da adoção do cárcere privado como regime de trabalho no Polo Guamaré. Desde o último dia 16, trabalhadores e trabalhadoras da RPCC e da UTPF estão proibidos de saírem das instalações, após o cumprimento de suas jornadas, por qualquer motivo, sob pena de serem punidos.
Quando questionados sobre a legalidade da medida e de eventuais punições, os gerentes mostram-se inseguros, apresentando diferentes opiniões. Primeiro, afirmaram que o adicional de confinamento não permite que as pessoas saiam da unidade após o expediente. Depois, diante de mobilizações que resultaram em atraso no embarque e suspensão da emissão de Permissões de Trabalho, voltaram atrás, dizendo que a determinação teria sido um erro de interpretação.
Por último, mais recentemente, dizendo estar baseada em Parecer do Setor Jurídico da Petrobrás, mas sem apresentá-lo aos trabalhadores, a Gerência de Recursos Humanos vai ao Polo e decreta a proibição, afirmando que, em caso descumprimento, cabe punição.
Retrocesso – Não bastassem os conflitos decorrentes do trabalho excessivo, do alto número de horas-extras, da falta de critérios para promoções, avanço de nível e oportunidades, os trabalhadores do Polo agora têm cerceado o direito de ir e vir. Não custa lembrar que nos anos 90 a Gerência da Petrobrás foi desautorizada a utilizar a modalidade de cárcere privado como regime de trabalho. Por que será que em tempos de PROCOP a Empresa volta a empregar as velhas práticas?