Riacho da Forquilha e Base-34 também referendaram o calendário de lutas recentemente aprovado pelo Conselho Deliberativo da FUP. A agenda aprovada em assembleias realizadas nesta quarta-feira, 25, prevê a realização de diversas ações políticas além de uma greve nacional de 24 horas, no dia 3 de outubro. Os trabalhadores cobram da Petrobrás a apresentação de uma contraproposta para o Acordo Coletivo 2013/2015. Também defendem a suspensão do leilão de Libra e o arquivamento do Projeto de Lei 4330, que escancara a terceirização. A paralisação está programada para 3 de outubro, dia em que a Petrobrás completará 60 anos de existência.
Durante as assembleias, os diretores do SINDIPETRO-RN destacaram a necessidade de que a categoria se mantenha atenta e mobilizada em relação aos três eixos de luta. “Não há possibilidade de priorizarmos uma ou outra dessas bandeiras. Condições de trabalho e salários, terceirização e soberania nacional são temas que interessam vivamente à categoria petroleira. Precisamos travar essas lutas com toda a disposição e ao mesmo tempo”, destacou o secretário-geral do Sindicato, Márcio Dias, em assembleia realizada no campo de Riacho da Forquilha.
Especificamente com relação à Campanha Reivindicatória, os trabalhadores presentes nas assembleias têm demonstrado insatisfação e impaciência com a postura que vem sendo adotada pela direção da Petrobrás. A pauta de reivindicações da categoria foi protocolada em 6 de agosto. Sete semanas é tempo considerado mais que suficiente para a apresentação de uma contraproposta. Em consequência, os trabalhadores também esperam da FUP e Sindicatos uma atitude mais enérgica, no sentido de cobrar uma resposta imediata ao conjunto de reivindicações.