Com veemente repúdio ao suBÔrNUS e diversas críticas à condução da campanha, a categoria petroleira norte-rio-grandense aprovou, por 89,6% dos votos, a última proposta de quitação da PLR-2010, apresentada pela Petrobrás. Os votos contrários somaram 7,8% e as abstenções, 2,6%.

As assembléias deliberativas foram realizadas em todas as bases do Estado, no período de 15 a 18 de agosto, logo após a reunião do Conselho Deliberativo da FUP, em que a maioria dos sindicatos presentes afirmou não ter condições de implementar a proposta de greve nacional.

Por isso, longe de expressar contentamento com a proposição da Petrobrás, o resultado das assembléias norte-rio-grandenses evidenciou um sentimento de frustração. Diante da condução da Campanha, considerada pela categoria como “equivocada”, os trabalhadores preferiram encerrar o movimento e tentar salvaguardar a Campanha Reivindicatória.

Além da proposta de quitação da PLR, o movimento obteve, ao apagar das luzes, os seguintes compromissos da direção da Petrobrás: a) apresentar, em até 30 dias, uma proposta regramento da PLR; b) reabrir a discussão com as entidades sindicais sobre pontos específicps do PCAC; e, c) não utilização de verba da PLR para pagamento do suBÔrNUS.

Relembrando…

Contraditoriamente, a proposta de PLR aprovada pelos trabalhadores do RN, e que foi aceita em outras bases sindicais, é a mesma que já havia sido rejeitada pela FUP na mesa de negociação com a Petrobrás, no início da campanha. A contradição, no entanto, tem razão de ser. A condução equivocada do movimento deixou parte da categoria em um beco sem saída. A rejeição da proposição indicava que ela fora considerada, de pronto, insuficiente, e o o condicionamento para a aceitação de uma nova proposta ao não pagamento do suBÔrNUS estabelecia uma premissa.

No entanto, no momento em que se esperava empreender formas de luta mais ousadas, algumas direções sindicais recuaram. Passaram a defender a continuidade das mobilizações o que, na prática, significava fundir as campanhas de PLR e do Acordo Coletivo. No último e decisivo Conselho Deliberativo da FUP que apreciou esta matéria, o posicionamento do SINDIPETRO/RN e da maioria das entidades que haviam defendido a deflagração da greve, foi o de não misturar as campanhas. Se adotada, a estratégia concederia à Petrobrás um maior campo de manobra para a campanha reivindicatória.