A Petrobrás concluiu com êxito a Avaliação Pré-Operacional (APO) no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na Margem Equatorial. A informação foi divulgada pela engenheira geóloga Rosangela Buzanelli, nesta terça-feira, 04, em sua página pessoal na internet (https://rosangelabuzanelli.com.br). Integrante do Conselho de Administração da Petrobrás, eleita pelos trabalhadores, Buzanelli esclarece que o objetivo da simulação, concluída na última semana de agosto, foi testar a eficácia do plano de emergência da companhia para a perfuração do poço Morpho, localizado a 175 km da costa do Amapá. “O exercício, conduzido em parceria com o Ibama, envolveu mais de 400 profissionais durante quatro dias e transcorreu conforme o previsto, sem incidentes”, declarou a conselheira.
Segundo a Petrobrás, a APO é a etapa final do processo de licenciamento ambiental conduzido pelo Ibama e tem como objetivo testar a eficácia do plano de resposta à emergência apresentado pela companhia, a partir do cenário emergencial definido no início do exercício. A estrutura da APO contou com a sonda NS-42 (ODN II), o Centro de Tratamento da Fauna em Oiapoque (AP), seis embarcações de contenção e recolhimento de óleo, seis embarcações de monitoramento e resgate de fauna, além de três aeronaves. Conforme Rosangela Buzanelli, “a Petrobrás agora aguarda a análise dos dados e o parecer do Ibama sobre a viabilidade do Plano de Emergência Individual (PEI), e de acordo com o instituto, o cenário completo da simulação será divulgado apenas após a conclusão do relatório técnico, ainda sem data definida”.
Autorização
Com o exercício, a Petrobrás busca autorização para perfurar o poço na locação Morpho, em lâmina d’água de 2.800 metros, objetivando verificar a existência de jazida petrolífera na região. A licença solicitada refere-se exclusivamente a essa locação e a perfuração somente será realizada após a concessão pelo Ibama.
Para Rosangela Buzanelli, o sucesso do simulado, assim como o realizado na Bacia Potiguar, em setembro de 2023, “reforça a capacidade técnica da Petrobrás e seu compromisso com a preservação ambiental”, além de demonstrar que a companhia “está preparada para atuar com segurança nessa região estratégica para o país”.
“Não à toa – opina a conselheira, somos líderes mundiais na exploração e produção em águas profundas e ultra profundas”.