A Diretoria Colegiada do SINDIPETRO-RN convida trabalhadores e trabalhadoras do setor petróleo, bem como a todos os cidadãos e cidadãs interessados, para participar de uma Audiência Pública na Câmara Municipal de Natal sobre “A Situação Atual da Petrobras no Rio Grande do Norte e a venda dos campos de petróleo em nosso Estado”.
Iniciativa da vereadora Natália Bonavides (PT), a sessão acontece nesta sexta-feira, 15, às 9h, e vem se somar aos esforços realizados pelo Sindicato, no sentido de sensibilizar e mobilizar a sociedade norte-rio-grandense para a constituição de uma frente ampla em defesa da permanência da Petrobrás nas atividades de exploração e produção de petróleo no RN.
Impacto
A decisão da Petrobrás de vender 34 campos petrolíferos em terra e seis em águas rasas deverá provocar um forte impacto na economia norte-rio-grandense, com graves reflexos para a população potiguar.
O volume de recursos anualmente investido pela Companhia no Estado, tanto nas atividades de exploração quanto de produção, sofrerá forte retração, acentuando a tendência de declínio denunciada pelo Sindicato, desde 2011.
Sem garantia de investimentos mínimos, a produção diminuirá em ritmo mais acelerado, ocasionando perdas ainda mais significativas na arrecadação de royalties e impostos, com aumento dos riscos à segurança e ao meio ambiente, precarização do trabalho e desemprego.
Além disso, programas e parcerias de grande importância social, atualmente desenvolvidos pela Petrobrás, nas áreas de ciência e tecnologia, infraestrutura, meio ambiente, cultura e até do esporte, entre outras, deverão ser extintos ou sofrerão drásticos cortes.
Motivação
O movimento de saída da Petrobrás do Rio Grande do Norte, agora percebido de forma mais clara pela população a partir do anúncio da venda de ativos, é uma decisão eminentemente política, que responde a uma orientação gerencial antinacional e entreguista.
Comparada à extraordinária produtividade obtida nos poços do Pré-sal, a produção petrolífera potiguar não é tão atraente, mas isso está longe de significar que ela represente prejuízos para a Petrobrás. Muito ao contrário.
No RN, grande parte dos investimentos necessários à produção já foi amortizada. Além disso, a Petrobrás tem papel estratégico para o desenvolvimento do país e não deveria ter sua lógica gerencial guiada exclusivamente pela sede de lucro.
Ao optar por esquartejar a Companhia, transformando-a em mera produtora e exportadora de óleo cru, com atuação focada na exploração da fatia que lhe couber dos poços do Pré-sal, a atual gestão da Petrobrás comete um crime contra o país e o povo.
A Petrobrás não é uma empresa qualquer, destinada a enriquecer acionistas privados e gerar dividendos para a amenização dos crescentes déficits do governo. A Petrobrás é do povo brasileiro e precisa voltar a ser um instrumento estratégico de indução de desenvolvimento, colaborando, inclusive, para a redução das desigualdades regionais.