A campanha em defesa da retomada dos investimentos em exploração e produção de petróleo e gás natural na Bacia Potiguar teve prosseguimento nesta quarta-feira, 12, com uma reunião entre dirigentes do SINDIPETRO-RN e o secretário da Fazenda do Estado, Carlos Eduardo (Cadu) Xavier. O encontro, realizado no gabinete do secretário, contou com a presença do coordenador-geral da entidade, Marcos Brasil, dos diretores Jorge Luiz da Silva, Francisco Amaral Campina e Maribondo Vinagre, além do assessor sindical Paulo César (PC).
De acordo com Marcos Brasil, durante a conversa foram apresentadas diversas oportunidades que têm sido analisadas e debatidas nas reuniões e audiências públicas articuladas ou acompanhadas pelo sindicato.
“Falamos bastante sobre a Margem Equatorial, especialmente quanto à exploração da Bacia Potiguar. Nesse ponto, o secretário afirmou que o Governo do Estado tem atuado de forma intensa junto à gestão da Petrobrás para agilizar esses investimentos: trazer novamente a sonda, retomar a perfuração e iniciar a produção marítima, integrando-a à refinaria em terra, com o objetivo de produzir derivados aqui mesmo no Rio Grande do Norte”, relatou o coordenador.
Outro tópico abordado foi a transição energética. Os representantes do sindicato chamaram atenção para o fato de que, embora o estado disponha de condições excepcionais, com sol o ano inteiro e ventos entre os melhores do mundo para geração eólica, o atual Plano de Negócios da Petrobrás não contempla investimentos nessa área, no território potiguar.
Segundo Marcos Brasil, o secretário Cadu Xavier demonstrou surpresa com a informação e reconheceu a relevância do tema. “Ele destacou que o litoral potiguar pode se transformar em um conglomerado energético, combinando a produção offshore de petróleo na Margem Equatorial com a geração eólica no mar, o que poderia atrair bilhões de reais em novos investimentos para o Estado”, afirmou.
Oportunidades em terra
O terceiro ponto da pauta tratou das oportunidades em terra, especialmente dos 33 blocos exploratórios atualmente em processo de leilão pela ANP. “Explicamos que são áreas novas, que nunca foram exploradas, mas que apresentam grande potencial produtivo, como se a produção pudesse ter um novo começo. O secretário se mostrou bastante interessado e sinalizou que deve conversar com a governadora e com a Petrobrás para aprofundar o tema”, destacou o dirigente.
A reunião também abordou a importância da integração entre a produção de petróleo e a Refinaria Clara Camarão, localizada em Guamaré. O sindicato defendeu a ampliação da capacidade de refino da unidade como forma de agregar valor à cadeia produtiva e fortalecer a economia potiguar. “Hoje o estado produz cerca de 39 mil barris por dia, volume que corresponde praticamente à capacidade atual de refino daquela unidade. É necessário investir na modernização do ativo para, no mínimo, dobrar sua capacidade e gerar mais empregos e renda”, observou Marcos Brasil.
Por fim, o coordenador destacou que essa ampliação da capacidade de refino também poderia ter a Petrobrás como protagonista. “Sugerimos que seja buscada uma parceria entre a companhia e a empresa 3R Bravo, nos moldes de outras já existentes. Colocar essa pauta na ordem do dia seria extremamente benéfico para o Rio Grande do Norte e para toda a cadeia produtiva do petróleo no estado”, concluiu Marcos Brasil.