Com uma delegação formada por petroleiros e petroleiras eleitos no 40º Congresso Estadual (CEPETRO-RN), o SINDIPETRO-RN participou ativamente da 12ª edição da Plenária Nacional da FUP (Plenafup), realizada de 4 a 7 de agosto de 2025, em Pernambuco. O evento teve como lema “Acordo Coletivo Forte e Transição Energética Justa”, e contou com uma programação intensa de debates e deliberações fundamentais para os rumos da categoria. No terceiro dia de atividades, os delegados potiguares se dividiram entre quatro dos seis Grupos de Trabalho (GTs) formados: 1, 2, 3 e 6.

No GT 1 – Setor Privado e Pacto Global, a delegação do RN contribuiu com o debate sobre o avanço da privatização em setores estratégicos e os desafios enfrentados pelos trabalhadores das empresas privadas que assumiram os campos ativos, antes do Sistema Petrobras. O SINDIPETRO-RN destacou os impactos negativos que a fragmentação da Petrobras gerou no estado, como a descontinuidade de investimentos, insegurança jurídica e precarização das relações de trabalho — especialmente nos campos terrestres do polo Potiguar.

No GT 2 – AMS e Petros, os delegados reforçaram uma pauta que tem sido central para os trabalhadores ativos e aposentados do RN: a necessidade de resolver os impasses e injustiças na gestão da AMS, como os descontos abusivos na folha da Petros, e de revisar urgentemente os mecanismos de equacionamento dos déficits da previdência complementar. O grupo discutiu ainda a proposta de retomada de uma mesa de negociação permanente para tratar das regras da AMS, incluindo o papel da gestão paritária e o fim das cobranças que ultrapassam a capacidade contributiva dos aposentados e pensionistas.

Já no GT 3 – Cláusulas Econômicas e Benefícios, a discussão girou em torno da reposição da inflação nos salários, da melhoria das cláusulas econômicas do ACT 2025/2026 e da preservação de direitos históricos da categoria, como o pagamento da PLR, do adicional de férias, do auxílio-educação, do reembolso de medicamentos, entre outros. Os representantes do SINDIPETRO-RN destacaram que, em um cenário de lucros bilionários da estatal, não há justificativa para cortes ou congelamentos. Pelo contrário: é o momento de recuperar perdas acumuladas e avançar em benefícios.

No GT 6 – Sistema Petrobras, Novas Fronteiras e Transição Energética Justa, o debate foi voltado ao futuro da empresa e ao papel do Brasil na geopolítica da energia. A delegação potiguar defendeu que a transição energética não pode se dar às custas dos empregos e da soberania nacional. Para o RN, estado que convive com a redução da produção e o desmonte das operações da Petrobras em terra, é essencial que haja planejamento para garantir que novas tecnologias — como o hidrogênio verde e a energia eólica offshore — incluam os trabalhadores do setor de óleo e gás. O sindicato defende uma transição com diálogo, investimento público e foco regional, para que o RN não fique para trás.

Ao longo da Plenafup, os representantes do SINDIPETRO-RN trouxeram contribuições baseadas em debates construídos coletivamente nas bases, em seminários e nas resoluções tiradas durante o congresso estadual, garantindo que a voz dos trabalhadores potiguares estivesse presente nas decisões nacionais. As proposições dos grupos de trabalho foram levadas à plenária final, onde ajudaram a construir a plataforma de lutas da categoria para o próximo período, especialmente nas campanhas salariais e nas disputas em torno do papel estratégico da Petrobras.

Com essa participação ativa e qualificada, o SINDIPETRO-RN reafirma seu compromisso com a luta nacional da categoria petroleira e com a defesa dos interesses do povo potiguar na reconstrução de uma Petrobras pública, integrada e socialmente comprometida.