Nesta terça-feira (11), a categoria petroleira de todo o país voltou às mobilizações em defesa de um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) digno e pelo fim dos equacionamentos dos planos PPSPs da Petros (PEDs). As ações, convocadas pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos, fazem parte da Caravana Nacional de Luta, que tem levado às unidades do Sistema Petrobrás uma mensagem clara: chega de arrocho, retrocessos e injustiças com quem gera a riqueza da estatal.

Entre os sindicatos que estão na linha de frente dessa jornada, o Sindipetro-RN tem desempenhado um papel fundamental na mobilização da base e no fortalecimento da luta nacional. A entidade marcou presença nesta terça na Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, levando o apoio e a voz dos petroleiros e petroleiras do Rio Grande do Norte a mais uma etapa da campanha unificada da categoria.
“Estamos aqui na Refinaria Abreu e Lima, em Recife, num dia decisivo para salvarmos a Petrobrás dos ataques do capital financeiro. A gestão da empresa está tirando o dinheiro dos trabalhadores — próprios e terceirizados — para enviar aos acionistas estrangeiros dos Estados Unidos, Europa, Japão e Coreia do Sul. Bilionários que continuam enriquecendo às custas do nosso suor. Essa luta é para mostrar à gestão da Petrobrás que a riqueza gerada pela empresa deve permanecer no Brasil e servir ao povo brasileiro”, destacou Marcos Brasil, coordenador-geral do Sindipetro-RN.

Durante o ato, dirigentes do Sindipetro-RN se uniram a lideranças de diversas regiões do país em um movimento que busca pressionar a direção da Petrobrás a apresentar uma proposta financeira robusta e um ACT que respeite os trabalhadores. A categoria reivindica, além do fim dos PEDs, condições dignas de trabalho, saúde e segurança, e o rechaço ao PDV unilateral e às mudanças arbitrárias na jornada dos profissionais médicos e odontologistas.
As mobilizações desta terça acontecem em refinarias estratégicas — como a Regap (MG), Reduc (RJ), Replan (SP) e Rnest (PE) —, no mesmo dia em que a FUP volta a se reunir com a Petrobrás para retomar as negociações do ACT, após a rejeição unânime da primeira contraproposta apresentada pela empresa.

O Sindipetro-RN, assim como os demais sindicatos da FUP, reforça a importância da participação de toda a categoria nos atos e paralisações. O objetivo é garantir um acordo coletivo que reflita a justa distribuição da riqueza gerada pelos petroleiros e petroleiras, sem arrocho salarial, sem retrocessos e com respeito aos direitos históricos da classe trabalhadora.
“Essa é uma luta pelo Brasil soberano, por uma Petrobrás pública, integrada e a serviço do desenvolvimento nacional — não dos interesses dos acionistas”, concluiu Marcos Brasil.
