A permanência de guindastes obsoletos operando nas plataformas marítimas do RN tem sido fonte de grande preocupação dos petroleiros que trabalham embarcados. Em menos de seis meses, foram registrados vários incidentes e acidentes envolvendo esses equipamentos, inclusive, com morte. O último, ocorreu no dia 29 de maio, na Plataforma de Ubarana 6.

A lança do guindaste caiu sobre o convés superior da plataforma quando movimentava uma carga no gancho auxiliar, de aproximadamente 100 Kg, com ângulo em 55º de inclinação. A ponta da lança ficou danificada de forma irreparável, rompendo o guarda-corpo e um poste de iluminação da plataforma, parando, apenas, depois de se apoiar sobre o convés superior,

Segundo relatos colhidos pelo Sindicato, graças à perícia do OMC, que girou o guindaste, livrando os trailers e algumas pessoas que estavam próximas no convés, e também ao MCB, que aguardava o recebimento da carga, tendo que pular e se afastar de onde a lança tombou, não houve nenhum ferido e foram poucos os danos às instalações.

Cobrança – O repentino crescimento do número de incidentes e de acidentes envolvendo um equipamento obsoleto, e que, muitas vezes, não recebe a manutenção adequada, tem causado preocupação e indignação. Os trabalhadores cobram, especialmente, uma ação mais efetiva da Comissão Nacional de ESMS, criada, com alarde, em 2011, mas que tem se mostrado inoperante. A representação norte-rio-grandense no I Seminário Nacional de Trabalhadores e Trabalhadoras de Manutenção do Sistema Petrobrás, que acontece no período de 15 a 17 de junho, em Campinas-SP, promete levantar a questão.