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TNK-BP faz oferta por fatia da Petra

19 de July de 2011 às 11:17

A TNK-BP, terceira maior produtora de petróleo da Rússia, fechou com a HRT a compra da participação que a brasileira Petra possui em blocos na bacia do Solimões, na Amazônia, conforme informou fonte próxima ao negócio na sexta-feira. “Em 15 ou 20 dias vai ser anunciado, mas a TNK concordou”, garantiu a fonte. Em maio deste ano, a HRT anunciou intenção de vender a participação de 49% que a Petra possui em blocos de exploração na Amazônia e sobre os quais têm direito de compra. A companhia informou que pagaria preço fixo e não ajustável de R$ 1,29 bilhão (US$ 796 milhões) pelos ativos da Petra. O fechamento do negócio dependia da TNK-BP, mas, de acordo com a fonte, os termos da venda já foram resolvidos e em breve a operação será divulgada oficialmente.

A HRT foi criada em 2008 e no Brasil tem como ativos blocos nas bacias do Solimões, Espírito Santo e Recôncavo Baiano, além de operação internacional na Namíbia. No Brasil a empresa está perfurando na bacia do Solimões, onde possui 21 blocos, e se prepara para fazer a primeira perfuração na Namíbia em junho de 2012. A meta da companhia é produzir 100 mil barris diários de petróleo em 2014.

ANTECIPAÇÃO. A HRT planeja antecipar em dois anos o compromisso de perfuração nos campos de petróleo na Namíbia, para em 2013 iniciar a produção de óleo no país africano, segundo informou o presidente da HRT África, Nelson Narciso Filho. O ex-diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) disse na sexta-feira que a estimativa do grupo brasileiro é iniciar a campanha de perfuração na costa africana em junho do ano que vem. O programa exploratório da HRT previa iniciar a perfuração somente em 2015.

“Vamos perfurar, testar, se tudo estiver direitinho vamos partir para tirar o primeiro óleo, já botando TLD (Teste de Longa Duração) em 2013, ou via piloto de produção”, disse durante a posse de dois diretores da ANP. A empresa detém doze blocos em mar na costa da Namíbia e em dez é operadora. A HRT já tem concessão para explorar em área de 64 mil quilômetros quadrados, de total de 350 mil quilômetros quadrados em duas bacias sedimentares do país africano.

PRÉ-SAL AFRICANO. “Nós acreditamos na similaridade geológica entre as bacias da Namíbia e o pré-sal brasileiro, em especial com as bacias de Campos e Santos. É muito provável um pré-sal na Namíbia”, disse Narciso ao lembrar que há atividades da HRT em profundidade de até dois mil metros em lâmina d''água. O executivo acredita no potencial da Namíbia e avalia que o país é apenas a porta de entrada para a HRT na costa oeste africana.

“Estou baseado na Namíbia, mas com a função de expandir nosso negócio no continente. Já estamos olhando para Gana, Angola e outros. Queremos abrir espaço e negócios. Namíbia é o nosso ponto de partida”, afirmou. Na próxima semana a petroleira vai fechar a compra de mais 5 mil quilômetros quadrados de sísmica em três dimensões e a perspectiva é encerrar o ano com total de 10 mil quilômetros de sísmica realizadas.

Fonte: Jornal do Commercio

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