por Marcio Dias
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“Sinceramente, eu nem acho que deveria comentar, porque não acho uma coisa muito responsável e séria o presidente da república de um país do tamanho dos Estados Unidos ficar ameaçando o mundo através da internet” – Luís Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil
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Como se diz no velho ditado “o uso do cachimbo entorta a boca”. No caso, as bravatas do presidente dos EUA, Trump, que está absolutamente fora de controle, estão entortando rapidamente o império americano rumo ao colapso.
E, ao que parece, nenhum dos que estão ao seu lado consegue detê-lo. Nem, tampouco, o “deus mercado” se impressiona mais com isso.
Talvez até dê para os especuladores ganharem um punhado de dólares, mas logo em seguida a realidade se impõe e o pânico da decadência está de volta.
Mas, o fato é que hoje, Trump resolveu na base da ameaça, impor um tarifaço a vários países. Particularmente, o Brasil, ainda teve um componente ideológico a mais ao defender o golpista Bolsonaro de, segundo ele, estar sendo alvo de uma “caça às bruxas”.
Para tanto, enviou uma “carta” ao presidente Lula com um rosário de reclamações e, claro, muitas ameaças. Mas, será que tem, ou não, data de validade? O histórico dele diz que tem sim data de validade. Vamos aguardar.
Na verdade, o objetivo e pano de fundo de tudo isso é, como bem sabemos, atacar e derrotar o BRICS. E ocorre logo após a cúpula do bloco realizada no Brasil, onde foram debatidos e reafirmados os compromissos e o papel do BRICS no sistema multipolar com o fortalecimento econômico e desenvolvimento do trabalho e a descentralização do dólar no protagonismo financista mundial.
As questões relativas a soberania e a autodeterminação do povos, a reformulação dos órgãos multilaterais numa perspectiva de autoridade e credibilidade estiveram no centro dos debates.
Como também, o fortalecimento da cooperação, especialmente do sul global, para uma governança verdadeiramente inclusiva e sustentável para os países e povos.
Enfim, a consolidação do BRICS como espaço de articulação de políticas econômicas, industriais, comerciais, ambientais, culturais, sociais e diplomáticas.
E isso tudo em meio a uma situação onde fica cada vez mais evidente a derrota completa da Ucrânia e sua ‘terceira guerra mundial por procuração’ e que, ao fim e ao cabo, simboliza na verdade a tentativa do norte global liderado pelos moribundo império americano, de derrotar o BRICS que é liderado pela China, Rússia, Brasil, Índia e África do Sul e, dessa forma, deter as mudanças geopolíticas em curso.
O desespero dos EUA não pára nisso… o BRICS e o Brasil não se intimidarão e já estão reagindo a altura… e mais, ainda veremos enfrentamentos mais potentes porque o ataque é ao BRICS e a luta é de classes…