Os trabalhadores da ETX voltaram a cruzar os braços por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em razão do descumprimento de um acordo emergencial firmado pela Empresa, o qual dava fim ao último movimento grevista, encerrado em 17 de agosto. Apesar de a greve ter sido iniciada na sexta-feira, 11, a assembleia que avalizou o movimento aconteceu nesta segunda-feira, 14, na subsede do SINDIPETRO-RN, em Mossoró.
Cerca de trezentos trabalhadores, entre sondadores e técnicos de manutenção, paralisaram seis das nove sondas que a Empresa mantém no Estado. As reivindicações são por mais segurança; pagamento de salários atrasados; prestação de conta dos trabalhadores demitidos (rescisão e homologação) e férias. Diante da evidente falta de capacidade da Empresa de conseguir cumprir com os encargos trabalhistas, a Petrobrás está avaliando se o contrato deve ser suspenso.
Em função da situação de instabilidade, alguns trabalhadores deram entrada em rescisões indiretas do contrato de trabalho, pois temem que a Empresa abandone seus serviços no RN. A ambiência vem se deteriorando rapidamente e, recentemente, ocorreram dois acidentes, sendo um com afastamento.
O Diretor do setor Privado e Terceirizado do SINDIPETRO – RN, Manoel Assunção, destacou que a decisão foi tomada após vários avisos de advertência para a ETX cumprisse o prometido. “Agora, cabe ao trabalhador lutar por seus direitos. E a greve é o seu instrumento de pressão para que a situação seja regularizada urgentemente”, declarou Assunção.