Levar à presidenta Dilma Rousseff os encaminhamentos do Seminário em defesa dos investimentos da Petrobrás no Norte, Nordeste e Norte capichaba. Esta foi a proposta do coordenador-geral do SINDIPETRO-RN, Dedé Araújo, em palestra que relatou os impactos da retração de investimentos em campos terrestres no RN. O evento aconteceu nesta sexta, 27, em Fortaleza.
Em sua apresentação, Dedé Araújo destacou que pretende aproveitar a visita da presidenta do Brasil ao RN, no próximo dia 2 de outubro, por ocasião da inauguração de três unidades do IFRN, no interior do Estado. O objetivo, segundo Dedé, é deixá-la ciente da posição contrária do movimento sindical em relação tratamento despendido às regiões não abrangidas pelas áreas já descobertas do pré-sal. Deixar claro para Dilma as implicações sociais da concentração de investimentos.
Procop – o coordenador-geral, em sua palestra, lembrou que uma das questões identificadas como causadoras da retração de investimentos nas regiões em pauta é o Programa de Otimização de Custos – Procop. Trata-se de uma das ferramentas apontadas pela Petrobrás, em seu Plano de Negócios, para levantar o valor de 236 bilhões de reais com objetivo de investir nas áreas da Companhia. Deste montante, 55,6% serão destinados ao E&P.
Segundo Dedé, na prática, este programa reduz investimentos nas áreas em terra e concentra-os no Pré-sal. Apesar da Petrobrás negar que essa orientação exista, a realidade aponta outra coisa. Marcio Dias, destacou que, desde 2009, mais de quinze empresas privadas deixaram o Estado, e outras tantas tiveram suas atividades drasticamente reduzidas. Resultado disso são as 6.555 demissões na área petrolífera que aconteceram nos últimos quatro anos, além das consequências indiretas sobre os demais setores da economia.
No entendimento do SINDIPETRO-RN, é preciso tomar providências imediatas para conter o avanço dessa diretriz capitalista que a Empresa vem tomando e seus programas de corte de custos a qualquer custo. Para isso, o caminho mais eficaz é, de fato, a união dos sindicatos das regiões envolvidas em uma luta unitária, como propõe este seminário. Ao mesmo tempo, a sociedade precisa ser conscientizada sobre esta realidade e envolvida nesta luta.