Convencida de que a força da categoria reside em sua união, a diretoria do SINDIPETRO/RN vem desenvolvendo um amplo esforço no sentido de promover a unidade de ação do movimento sindical petroleiro, em nível nacional. Desde a deflagração da Campanha pela PLR, o coordenador-geral da entidade, Márcio Dias, têm mantido contatos com membros da FUP, FNP e do SINDIPETRO-RJ, a fim de que seja construído um calendário nacional unificado de mobilizações. A ideia é que na Campanha Reivindicatória para a celebração do Acordo Coletivo de Trabalho 2011-2013, a categoria não encontre barreiras para manifestar todo o seu potencial de luta.
Na atualidade, a existência de duas organizações (FUP e FNP) que disputam a direção do movimento sindical petroleiro tem sido um grande obstáculo à mobilização dos trabalhadores. Menos, pelo fato em si, e, mais, pela intransigência que tem caracterizado as relações entre ambas. Contra essa situação, no entanto, um número cada vez maior de trabalhadores e trabalhadoras tem levantado suas vozes, em todo o País. Afinal, se existem organizações nacionais de entidades representativas de petroleiros, a categoria a que elas buscam representar é uma só!
Sectarismo – Para avançar na construção da unidade de ação do movimento sindical petroleiro é necessário combater as manifestações de sectarismo e intolerância política. E, com essa perspectiva, o SINDIPETRO/RN tem adotado iniciativas ousadas, que, muitas vezes, não têm sido bem compreendidas. Por exemplo: mesmo sendo filiado à FUP, e considerando um grave erro a criação da Frente Nacional dos Petroleiros – FNP, o Sindicato esteve presente na abertura do congresso nacional dessa articulação, que reúne quatro bases sindicais: Litoral Paulista, SE/AL, PA e São José dos Campos.
Na oportunidade, tal como recentemente fez, junto a setores da FUP e ao SINDIPETRO-RJ, Márcio Dias fez a defesa da constituição de um comando unitário de mobilização, responsável pela elaboração e implementação de um calendário unificado de lutas. Do ponto de vista do SINDIPETRO/RN, na Campanha Reivindicatória que ora se inicia, esta seria a melhor maneira de assegurarmos expressão plena ao potencial de luta da categoria petroleira.
Pressão – Para que o movimento reencontre o caminho da unidade na ação, os esforços desenvolvidos pelo SINDIPETRO/RN são importantes mas, por si só, não serão suficientes. Isto porque essa unidade só será concretizada se houver vontade política das diversas direções sindicais. Por isso, é necessário que as articulações e contatos entre entidades sejam reforçadas pela pressão dos trabalhadores, das bases. É preciso comprometer as direções com a ideia da unidade e cobrar delas, de forma consciente e consistente, que os interesses da categoria estejam acima de qualquer outro.
A hora é essa: a Petrobrás bate recordes de lucro, e os trabalhadores que os produziram têm todo o direito de utilizar plenamente o seu potencial de luta para pleitear melhores condições de trabalho e salários. E, nesse sentido, por mais aparência de radicalidade que um discurso tenha, negar ou dificultar a unidade de ação dos trabalhadores é enfraquecer nossa luta e favorecer a Empresa.