Durante o mês de agosto, o RN completa 40 anos sem Djalma Maranhão. Um potiguar nato, filho de Luiz Ignácio de Albuquerque Maranhão e Salomé de Carvalho Maranhão, nascido em Natal, em 27 de novembro de 1915. Foi Jornalista, Militar e Professor, mas consagrou-se como político.
Iniciou sua carreira em 1954, quando foi eleito deputado estadual. Em 1956, tomava a frente da Prefeitura de Natal por dois mandatos consecutivos. No segundo, de 1960-1964, foi o primeiro prefeito a ser eleito pelo voto direto.
Djalma Maranhão foi exemplo de um bom gestor. Notabilizou-se por implementar uma revolucionária obra de educação popular a partir de um magro recurso público. Utilizou de seu interesse e criatividade para desenvolver inúmeros projetos como a “Campanha de Pé no Chão Também se Aprende a Ler”.
Tamanho era o amor do então prefeito pela cidade que para ele não bastava criar, promover, tinha que participar, e era isso que fazia. Era popular, era do povo, vivia com intensa alegria, participava de forma efetiva das diversas manifestações populares, como o carnaval e festas juninas.
Por estas e por outras ações, tornou-se símbolo da alfabetização e democratização da cultura, conhecida nacionalmente e recomendada pela UNESCO e a OEA, para a erradicação do analfabetismo nas áreas do mundo subdesenvolvido.
A administração de Djalma, no entanto, foi além, transformando Natal num verdadeiro canteiro de obras. A cidade de areia e argila ganhou ruas asfaltadas; galerias pluviais; iluminação a vapor de mercúrio e fluorescentes; estação rodoviária; quadras esportivas e parques infantis; pavimentação a paralelepípedos de mais de cento e vinte ruas, entre outras tantas obras importantes.
Com o golpe militar de 1964, no dia 2 de abril, Djalma Maranhão foi deposto do cargo de prefeito de Natal e levado à prisão no 16º Regimento de Infantaria do Exército (16 RI), no bairro do Tirol. Em 15 de julho do mesmo ano, foi transferido do 16 RI, para o quartel da Polícia Militar de Natal. Um mês depois, em 15 de agosto, foi levado e confinado à Ilha de Fernando de Noronha. E em novembro, conseguiu asilo político na Embaixada do Uruguai, no Rio de Janeiro. Em julho de 1965, viajou para Montevidéu, onde permaneceu por seis anos, sobrevivendo a partir da venda de revistas de turismo. Faleceu há quarenta anos, na capital uruguaia no dia 30 de julho de 1971.
Fonte: www.vermelho.org.br (Alexandre de Albuquerque Maranhão)