Apesar das mobilizações realizadas em todo o Brasil, nos dias 6, 7 e 8 de julho, em áreas administrativas e operacionais, as Gerências de RH da Petrobrás e de subsidiárias decepcionaram ao apresentar, nesta quinta-feira, 14, à FUP e Sindicatos, a contraproposta da Companhia para as reivindicações dos trabalhadores, referentes à PLR.

Além de valores mais justos e igualitários, minimamente compatíveis com os lucros obtidos e possibilidades da Petrobrás no exercício, os trabalhadores defendem que o pagamento do bônus repassado ano passado a gerentes, consultores, supervisores e coordenadores seja extinto; e, que, por outro lado, seja efetivado o regramento das PLR’s futuras.

Na mesa de negociação, no entanto, os representantes da Companhia propuseram elevar o piso da PLR para os trabalhadores posicionados até o nível 457-A, em apenas 7,6%, representando um aumento de 15,2% em relação ao valor do ano passado, enquanto que os dividendos distribuídos aos acionistas, no mesmo período, foram majorados em 40%.

Além disso, os representantes da Petrobrás não se comprometeram com a extinção do suBÔrNUS pago aos cargos comissionados, e não se manifestaram com relação à proposta de regramento das PLR’s futuras, demonstrando que pretendem fazer dessa matéria, uma prolongada queda de braços.