Nesta quarta-feira, 6 de julho, petroleiros do Rio Grande do Norte deram início às mobilizações da jornada nacional de paralisações e protestos que tem por objetivo pressionar a direção da Petrobrás a avançar na negociação da PLR-2010, tendo por base proposta aprovada pelos trabalhadores.

 

Nas áreas operacionais de produção terrestre do Canto do Amaro e do Riacho da Forquilha, pertencentes ao Ativo de Produção de Mossoró (ATP-MO), petroleiros participaram de reuniões setoriais com o SINDIPETRO/RN e atrasaram a entrada no expediente em uma hora. Na sede administrativa de Mossoró, trabalhadores também aderiram ao atraso.

 

Já, no Ativo de Produção do Alto do Rodrigues (ATP-ARG), foram realizadas paradas de duas horas e meia no Estreito, das 7h30 às 10h00; e no S-7, das 12h30 às 15h00. Nessas áreas, os trabalhadores autorizaram o SINDIPETRO/RN e a FUP a rejeitarem qualquer proposta apresentada pela Petrobrás, já na mesa de negociação, caso seja inferior a R$ 20 mil.

 

No Pólo Guamaré, foi realizada grande assembléia reunindo trabalhadores da Unidade de Tratamento de Produtos Fluidos – UTPF, da Refinaria Potiguar Clara Camarão – RPCC, e da Transpetro. Os presentes, tal como os trabalhadores das plataformas marítimas, decidiram suspender a emissão de PT’s por três dias, mantendo apenas atividades voltadas para a segurança do ambiente, das instalações e dos trabalhadores. Tanto em Guamaré quanto no ATP-Mar foram eleitas comissões de trabalhadores que apreciarão casos extraordinários.

 

O Conselho Deliberativo da FUP realiza nova reunião, na próxima terça-feira, 12, para avaliar a mobilização nacional e definir os próximos encaminhamentos em relação à PLR.

 

O querem os petroleiros:

 

Negociação da PLR com a Petrobrás, tomando como base a proposta dos trabalhadores aprovada em assembléias;

 

Que a Petrobrás assuma o compromisso de não pagar bônus aos cargos comissionados, como fez no ano passado, sem qualquer discussão com os trabalhadores;

 

Que a Petrobrás apresente uma nova proposta, com base nas reivindicações dos trabalhadores;

 

Que a Petrobrás se posicione em relação às PLRs futuras.