Na reunião conjunta do último dia 5 de janeiro, uma das questões tratadas com a Gerência da RPCC foi a situação dos alojamentos no Pólo Guamaré. Com justa razão, trabalhadores e trabalhadoras obrigados a embarcarem têm reclamado do número insuficiente de quartos e leitos, e da precarização das instalações. No entanto, a julgar pela resposta dada pelos gerentes, o que a RPCC quer mesmo é continuar empurrando o problema com a barriga.
Com a maior desfaçatez, os dirigentes informaram que o alojamento feminino está sendo ampliado, com a criação de quatro quartos. “Posteriormente, segundo eles, serão mais quatro. Todos com duas camas!”. Esses dormitórios, no entanto, estão sendo erguidos em áreas originalmente destinadas a armários femininos e masculinos. E, antes, outra medida paliativa já havia sido tomada: colocar três camas, em quartos originalmente concebidos para receberem duas.
Além de criticar o improviso, que só faz ampliar o número de instalações em desconformidade com a NR-24, o Sindicato alertou aos gestores para o fato de que, mesmo com essas medidas, as instalações são insuficientes para atender aos atuais usuários, bem como, à demanda prevista. E, nesse sentido, só a retomada da construção dos três blocos de alojamentos previstos no projeto original, poderá resolver o problema.
Diante dessa posição, confirmando que não tem interesse em dar uma solução definitiva, a RPCC fez “ouvidos de mercador” e passou a tergiversar. Fugindo da discussão, informou que já teria um projeto aprovado para a reforma dos alojamentos antigos e convidou os representantes sindicais a esclarecerem quais pontos da NR-24 deveriam merecer atenção. Segundo a empresa – acredite se quiser, “as obras de reforma deverão ser iniciadas ainda em 2.011”. Mas, aonde irão alojar os atuais usuários, ninguém sabe.
Além dos problemas relacionados aos alojamentos, a pauta de reivindicações discutida com a RPCC tratou da grade de programação de TV na área de lazer e apartamentos, e dos equipamentos existentes, que são antigos e não possuem imagem nítida em muitos canais. Sobre este ponto, a Gerência informa que a grade poderá ser alterada, dependendo de sugestões dos usuários do alojamento e das limitações da operadora de TV via satélite (SKY ou Parabólica), e que a qualidade da imagem dos aparelhos poderá ser ajustada, sempre que solicitada.