Greve nacional com suspensão da produção, caso a Petrobrás continue retardando as negociações ou apresente uma contraproposta considerada insatisfatória pelos trabalhadores. Este é o indicativo dos petroleiros norte-riograndenses,  aprovado nas assembléias realizadas no último dia 3, durante a paralisação nacional de protesto, e que será levado pela diretoria do SINDIPETRO/RN à FUP, FNP e demais sindicatos. Junto a estas entidades, a diretoria do nosso Sindicato defenderá a unificação da data de deflagração do movimento e do período de duração.

Disposição – Demonstrando grande disposição de luta, os petroleiros norte-riograndenses atenderam ao chamamento do Sindicato e aderiram de forma expressiva à paralisação nacional de protesto, realizada em três de setembro último.

Em Natal, cerca de 40% dos efetivos do setor administrativo iniciou o dia participando de uma assembléia, em frente ao portão da sede da empresa, na qual decidiram somar-se ao movimento nacional paralisando as atividades. Já, na área administrativa de Mossoró, o índice de adesão chegou a 90%.

No Alto do Rodrigues, em razão da escala de trabalho, a paralisação foi antecipada para a última quinta-feira, 2 de setembro. Lá, como no Canto do Amaro, o movimento contou com a participação ativa de trabalhadores do setor privado, atingindo cerca de 80% dos efetivos.

Nas plataformas marítimas, a adesão foi de 100%, e no Pólo Guamaré foi superior a 70%, com suspensão da emissão de Permissões de Trabalho, o que levou os terceirizados a também interromperem suas atividades.

Em todas as unidades, os trabalhadores estão convencidos de que devem empregar formas de pressão mais efetivas para que a direção da Petrobrás, e, em particular, o setor de RH da Empresa, reveja a política salarial que vem sendo posta em prática nos últimos anos. Apesar dos crescentes lucros que a Companhia tem auferido, os trabalhadores prosseguem acumulando perdas em relação a outros profissionais com a mesma formação, seja na iniciativa privada, seja no setor público.

A categoria reivindica reposição integral da inflação registrada no período, de acordo com o ICVDieese; aumento real de salários no valor de 10%; gatilho salarial, sempre que a inflação mensal acumulada atingir os 2%; e a implementação do Fundo Garantidor, compromisso assumido pela empresa na campanha passada e que tem por objetivo proteger os direitos dos trabalhadores lesados por empresas terceirizadas, fato que vem se tornando comum.


Paralisação atingiu todo o País

Nos outros Estados, conforme informações veiculadas pela FUP, os índices de adesão ao Dia Nacional de Paralisação também foram elevados. Nas refinarias de Duque de Caxias (Reduc), Paulínia (Replan), Mauá (Recap), Betim (Regap), Manaus (Reman) e Paraná – (Repar) e na Usina de Xisto (SIX), houve interrupção de atividades.

Nos terminais, o movimento teve adesão dos trabalhadores de Cabiúnas e Campos Elíseos (RJ), Suape (PE), Manaus e Coari (AM), São Caetano e Barueri (SP). Em Santa Catarina, os trabalhadores mobilizaramse nos terminais de Itajaí, Ibiguaçu, Guaramirim, São Francisco do Sul e na Estação Intermediária de Itararé.

No Paraná, os petroleiros do terminal de Paranaguá também se somaram ao movimento. Nas unidades de produção terrestre, aderiram trabalhadores próprios e terceirizados de Taquipe, Miranga, Santiago, Borba Nordeste, Araçás e Buracica, na Bahia, além de toda a área operacional de São Mateus e  Linhares, no Espírito Santo. Neste Estado, os trabalhadores das plataformas também aderiram à paralisação, suspendendo a emissão de Permissões de Trabalho. Na Bacia de Campos, os petroleiros interromperam as atividades em 36 plataformas. Nas áreas administrativas, trabalhadores também aderiram nos escritórios da Petrobrás e da Transpetro, em Manaus e São Paulo.