No úl­ti­mo dia 7 de maio, o SIN­DI­PE­TRO/RN es­te­ve reu­ni­do com o Ge­ren­te Geral de Son­da­gem N/NE da Pe­tro­brás, Stê­nio Gal­vão. Na opor­tu­ni­da­de, foram co­bra­das ex­pli­ca­ções sobre a re­cen­te de­sa­ti­va­ção da Sonda 114, e sobre a si­tua­ção dos 34 tra­ba­lha­do­res ex­cluí­dos des­sas ati­vi­da­des no Es­ta­do. O ge­ren­te jus­ti­fi­cou a de­ci­são, ale­gan­do que a sonda não es­ta­va ope­ran­do em con­di­ções ade­qua­das de se­gu­ran­ça, e in­for­mou que os dois úl­ti­mos equi­pa­men­tos de­sa­ti­va­dos (SC 115 e 114) de­ve­rão ser subs­ti­tuí­dos por son­das pró­prias, até 2012.

Quan­to à si­tua­ção de in­cer­te­za dos tra­ba­lha­do­res em re­la­ção aos seus pos­tos de tra­ba­lho, o ge­ren­te in­for­mou que todos os atin­gi­dos pela de­ci­são de­ve­rão ser apro­vei­ta­dos em ser­vi­ços que hoje são rea­li­za­dos por em­pre­sas ter­cei­ri­za­das, e que têm ne­ces­si­da­de de um efe­ti­vo maior. Con­tu­do, ainda se­gun­do Stê­nio, “essa pos­si­bi­li­da­de vai de­pen­der da von­ta­de de cada tra­ba­lha­dor”.

Os afas­ta­dos po­de­rão optar por ati­vi­da­des que man­te­nham o mesmo re­gi­me de tra­ba­lho das son­das (de tur­nos, em que re­ce­bem adi­cio­nais), ou mi­grar para o re­gi­me ad­mi­nis­tra­ti­vo. Neste úl­ti­mo caso, o tra­ba­lha­dor con­ti­nua­ria re­ce­ben­do os adi­cio­nais por um pe­río­do de seis meses, e em se­gui­da, a in­de­ni­za­ção pelas per­das re­fe­ren­tes ao an­ti­go re­gi­me.

Temor – Para al­guns tra­ba­lha­do­res da Pe­tro­brás e de em­pre­sas ter­cei­ri­za­das que atuam na son­da­gem ter­res­tre a jus­ti­fi­ca­ti­va apre­sen­ta­da pelo ge­ren­te geral soa es­tra­nho. A de­sa­ti­va­ção da SC 115, em 2009, após o aci­den­te que levou à morte de um tra­ba­lha­dor da Q&B, teve por ob­je­ti­vo ale­ga­do re­cu­pe­rar a SC 114. No jar­gão da ca­te­go­ria, seria feito um “ca­ni­ba­lis­mo”. Do ponto de vista ope­ra­cio­nal, com as mo­di­fi­ca­ções, a sonda pas­sou a ter de­sem­pe­nho elo­gia­do.

Por outro lado, a rea­lo­ca­ção de tra­ba­lha­do­res, em­preen­di­da pela Ge­rên­cia Geral de Son­da­gem, não se res­trin­giu aos que tra­ba­lha­vam na sonda de­sa­ti­va­da. O temor é que a po­lí­ti­ca de re­du­ção de cus­tos leve a Pe­tro­brás a ter­cei­ri­zar cada vez mais esta ati­vi­da­de, im­pon­do aos tra­ba­lha­do­res de em­pre­sas con­tra­ta­das con­di­ções pre­cá­rias de tra­ba­lho e re­bai­xa­men­to de sa­lá­rios.