Com presença confirmada até a véspera da programação, a presidenta da Petrobrás, Graça Foster, não veio ao Rio Grande do Norte. A Companhia informou que a dirigente viajaria ao Estado para participar, na última terça-feira, 23, de uma cerimônia de lançamento do Programa de Formação e Mobilização Social para a Convivência com o Semiárido e da inauguração da ampliação da Injeção de Água do Campo de Canto do Amaro. No entanto, estranhamente, a principal autoridade não compareceu.
A Petrobrás não apresentou qualquer justificativa, mas o coordenador geral do SINDIPETRO-RN, José Araújo, tem uma opinião. Ele acredita que a decisão de Graça Foster de não comparecer às solenidades no Rio Grande do Norte foi “para não ter que dar uma explicação à sociedade potiguar sobre os motivos da retração de investimentos no Estado”. No dia programado para a visita, trabalhadores da Petrobrás e de empresas privadas promoveram uma manifestação que bloqueou a BR 110, nas proximidades do Canto do Amaro.
O protesto acabou forçando a realização de um encontro do Sindicato com dirigentes da Petrobrás. Na oportunidade, o diretor-executivo de Exploração & Produção da Companhia, José Formigle Filho, afirmou que a Petrobrás não está diminuindo investimentos no Rio Grande do Norte ou em campos terrestres de produção. Segundo o diretor, o que está acontecendo é “um ciclo de perfuração de característica nômade, que possui intervalos necessários para pesquisa de poços com potencial para perfuração”. Formigle destacou, ainda, o projeto de injeção de água no Canto do Amaro; os dois poços que estão sendo perfurados em águas profundas; além das obras de injeção de água em Ubarana, que prometem alavancar a produção do Estado.

Tais afirmações, porém, não convenceram os representantes do Sindicato, que cobraram da Empresa explicações sobre os motivos para o encerramento dos contratos com a PROEN e HIDRODEX, deixando milhares de trabalhadores desempregados. Citando, como exemplo, a falta de intervenção para manutenção e limpeza dos poços, os representantes sindicais questionaram, ainda, se não seria objetivo da Petrobrás abandonar, gradativamente, a produção em terra para concentrar esforços no pré-sal.
Os dois tópicos foram respondidos pelo diretor de maneira considerada insatisfatória. “Os contratos se encerram” foi o argumento encontrado por Formigle para responder à primeira pergunta. Quanto à possiblidade de abandonar gradativamente a produção em terra, o diretor absteve-se de responder, afirmando que “é necessário que os trabalhadores ajudem a aumentar a eficiência potiguar”, e que, iria “fazer um levantamento sobre a situação da manutenção dos poços para tratar em uma próxima reunião”.
Veja, nos links abaixo, a repercussão da mobilização promovida pela categoria petroleira, em jornais e sítios do Estado e do País:
http://www.gazetadooeste.com.br/edicao.php?data=2013-07-24
http://iberoamerica.net/brasil/prensa-generalista/oglobo.globo.com/20130723/noticia.html?id=f56940w
http://portalnoar.com/petroleiros-protestam-durante-evento-da-petrobras-em-areia-branca/
http://blogpautaaberta.blogspot.com.br/2013/07/mossoro-protestos-marcaram-agenda-de.html