Por Dedé Araújo
É importante separar fatos de narrativas sobre a Petros. Existem problemas históricos, déficits e passivos que afetaram profundamente participantes e assistidos. Mas isso não significa que o atual processo esteja sendo conduzido sem transparência.
O debate sobre o “Novo Plano Petros” vem sendo construído há anos, passou pelo GT-PETROS e pela Comissão Quadripartite, com participação da Petrobras, Petros, FNP, FUP, CONTTMAF, AMBEP, FENASPE e por discussões envolvendo órgãos como SEST e PREVIC.
Não existe “plano pronto escondido”. O processo ainda depende de etapas fundamentais, como definição do aporte da Petrobras, modelagem jurídica, aprovações institucionais e validações atuariais e regulatórias.
Também nunca foi prometido “fim dos déficits” ou “milagre financeiro”. O objetivo é construir uma solução juridicamente viável e mais sustentável, capaz de reduzir os impactos dos PEDs e dar mais estabilidade aos participantes e assistidos.
A Petrobras participa das discussões, existem estudos técnicos em andamento e o processo segue em construção. Ainda não há decisão final, regulamento aprovado ou migração definida.
Sem pular etapas, o momento agora é pressionar a Petrobras para avançar nas negociações junto ao TCU, buscando eliminar ou reduzir significativamente os equacionamentos que penalizam participantes e assistidos.
Conclamamos todos a se engajarem nessa luta coletiva, que interessa e beneficia a todos.
O momento exige responsabilidade, serenidade e compromisso com soluções concretas — e não narrativas baseadas no medo, na desinformação ou em acusações genéricas.
Dedé Araújo
Diretoria de Previdência – SINDIPETRO-RN
Integrante do CNAP – Conselho Nacional de Aposentados