Dando continuidade à sua agenda de articulação política em defesa da retomada do setor petrolífero potiguar, o SINDIPETRO-RN se reuniu na última quarta-feira, 25 de março, com a governadora Fátima Bezerra para debater medidas estratégicas voltadas ao fortalecimento da indústria no estado.

Na mesma linha do encontro realizado anteriormente com a deputada federal Natália Bonavides, o sindicato apresentou um conjunto de propostas e reivindicações construídas a partir da realidade vivida pelos trabalhadores e trabalhadoras do setor. O coordenador geral da entidade, Marcos Brasil, destacou a importância do papel do governo estadual na articulação institucional para impulsionar investimentos e reaquecer a cadeia produtiva do petróleo e gás.

Entre os principais pontos apresentados, o SINDIPETRO-RN reforçou a necessidade de avançar na exploração da Margem Equatorial, com a perfuração do chamado poço “Mãe de Ouro”, considerado estratégico para abrir novas fronteiras de produção no litoral do estado. A entidade também chamou atenção para a importância de garantir investimentos nos 33 blocos terrestres atualmente em oferta por meio do programa de Oferta Permanente.

Outro eixo central do debate foi a integração entre produção e refino, com destaque para a refinaria Clara Camarão, em Guamaré. O sindicato defendeu a construção de um diálogo entre a Petrobras e a empresa Brava Energia, visando a formação de parcerias que possibilitem a operação conjunta da refinaria e fortaleçam a cadeia produtiva no estado.

De acordo com Marcos Brasil, a governadora demonstrou sensibilidade às pautas apresentadas e reafirmou compromisso com o desenvolvimento do setor. Fátima Bezerra destacou que pretende dialogar com o Governo Federal para avançar nas demandas, incluindo interlocução direta com a presidenta da Petrobrás, Magda Chambriard, em torno das propostas discutidas.

A reunião reforça o papel do SINDIPETRO-RN como agente ativo na articulação política e institucional em defesa da retomada dos investimentos no setor petróleo. Para a entidade, a união entre governo estadual, Petrobras, operadoras e representantes dos trabalhadores é fundamental para reconstruir a indústria no Rio Grande do Norte, ampliar a produção e gerar emprego e renda para a população.