A categoria petroleira norte-rio-grandense marcou presença nas manifestações populares em defesa da soberania e da democracia, realizadas em Natal e Mossoró no dia 7 de setembro – Dia da Independência Nacional. Sob o lema “7 de setembro do Povo – Quem manda no Brasil é o povo brasileiro”, os atos ocorreram em dezenas de cidades, organizados conjuntamente pelas frentes “Brasil Popular” e “Povo Sem Medo”, pelo Fórum das Centrais Sindicais e pelo tradicional Grito dos Excluídos, em articulação com o Plebiscito Popular por um Brasil mais Justo.

Em Natal, a mobilização teve início às 9h, com concentração na Praça das Flores, no bairro Petrópolis. O ato reuniu cerca de três mil participantes de diferentes categorias profissionais e segmentos sociais, além de contar com a presença de diversas representações políticas, sociais e sindicais, entre elas o SINDIPETRO-RN. Em seguida, os manifestantes percorreram as ruas do bairro em direção à Praia do Meio, realizando paradas ao longo do trajeto, nas quais oradores se revezaram ao microfone.

Em Mossoró, segunda maior cidade do estado, a concentração aconteceu a partir das 7h, ao lado do Ginásio Pedro Ciarlini, no bairro Bom Jardim. Com cerca de mil participantes, o ato reuniu representações políticas, movimentos sociais e entidades sindicais, como a Marcha das Mulheres, CTB, CUT e o SINDIPETRO-RN. Portando faixas, cartazes e entoando palavras de ordem, os manifestantes seguiram em caminhada por algumas ruas até a região central da cidade, onde a mobilização foi encerrada com uma feijoada.

Soberania nacional x Anistia para golpistas
Além da defesa da soberania nacional e do Estado Democrático de Direito, as manifestações populares de 7 de setembro, realizadas em 25 estados e no Distrito Federal, também ecoaram reivindicações como o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, a taxação dos super-ricos e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil. Outra palavra de ordem de destaque foi “Sem anistia!”, expressão da posição contrária da maioria da população brasileira à concessão de anistia aos golpistas do 8 de janeiro de 2023, medida que fere cláusula pétrea da Constituição.

O conteúdo político desses atos contrasta frontalmente com o discurso propagado pela extrema-direita em manifestações realizadas na mesma data. Enquanto o imperialismo afronta a soberania nacional e ameaça as instituições brasileiras, parcelas da população, manipuladas por forças reacionárias, foram às ruas para pedir anistia aos golpistas, defender o “tarifaço” imposto à economia brasileira por Donald Trump e, em alguns casos, até pedir, em cartazes escritos em inglês, intervenção estrangeira no país. Um contrassenso para quem se autoproclama “patriota”, mas nada surpreendente para aqueles que batem continência à bandeira de outra nação.
