Representada por seu coordenador-geral, Marcos Brasil, a Diretoria Colegiada do SINDIPETRO-RN entregou à ministra das Relações Institucionais do Governo Federal, Gleisi Hoffmann, uma proposta para investimentos da Petrobrás no setor petrolífero do RN (onshore e offshore). O encontro aconteceu no dia 4 de setembro, em Natal, durante a 1ª edição da Caravana Federativa no Rio Grande do Norte.

Com grande presença de gestores das três esferas da administração pública, o evento foi palco para o anúncio de uma série de ações promovidas pelo Governo Federal, com foco no Estado do RN. Na ocasião foram formalizadas inciativas em áreas como mobilidade urbana, pesca, gestão de patrimônio, educação e agricultura familiar, entre outras.

Além da proposta para investimentos no setor petrolífero, a representação sindical fez chegar às mãos da ministra cópias de dois outros documentos aprovados no 40º Congresso Estadual dos Petroleiros e Petroleiras do RN (CEPETRO): os Manifestos em Defesa de Investimentos na Bacia Potiguar e em Defesa da Exploração e Produção de Petróleo na Margem Equatorial.

Durante o rápido encontro, segundo Marcos Brasil, a ministra Gleisi Hoffmann se mostrou bastante atenciosa e comprometeu-se em levar os pleitos da categoria petroleira norte-riograndense para uma análise mais detalhada de sua equipe.

Os documentos

Aprovados no 40º CEPETRO-RN, os documentos entregues expressam a convicção da categoria petroleira de que a exploração e produção de petróleo e gás natural no país continua sendo fundamental. O manifesto em defesa da exploração e produção na Margem Equatorial, considerada uma das maiores fronteiras energéticas do mundo, com estimativas de até 25 bilhões de barris e forte atratividade após descobertas na Guiana e no Suriname, defende a atuação da Petrobrás que já comprovou petróleo no extremo leste da margem, no RN.

Conclamando a sociedade, governos e parlamentos a apoiar a agenda com transparência, celeridade e sem falsas polarizações, o texto sustenta que a exploração, conduzida com rigor técnico e ambiental, pode alavancar emprego, renda e tributos nas Regiões Norte e Nordeste, além de financiar políticas públicas e a própria transição energética.

Já o manifesto em defesa de investimentos na Bacia Potiguar, resgata o histórico polo de produção petrolífera como um ativo estratégico que gerou empregos, dinamizou cadeias produtivas e elevou a arrecadação regional. Na atualidade, porém, segundo o manifesto, a produção encontra-se estagnada, como resultado da desmobilização da Petrobrás e das privatizações, com queda de produção, fechamento de postos de trabalho e impactos fiscais no Estado e municípios.

Mesmo assim, os petroleiros norte-riograndenses sustentam haver amplo potencial a recuperar via novas tecnologias, revitalização de campos maduros e integração com fontes renováveis. O manifesto pede a retomada de investimentos públicos e privados, em patamares elevados e sustentáveis, e uma ação articulada de governos, empresas, universidades e sociedade para garantir segurança e soberania energética, desenvolvimento e oportunidades às futuras gerações.