Nos dias 11 e 12 de setembro de 2025, Belém/PA foi palco do I Seminário Nacional de Envelhecimento, Sustentabilidade, Mudanças Climáticas, Demências e Cuidado, Saberes Tradicionais e Ancestralidade: Uma Perspectiva Intergeracional, promovido pela ABRAz – Associação Brasileira de Alzheimer Nacional.
O evento reuniu representantes da sociedade civil organizada, gestores públicos, ativistas da causa idosa, cientistas e estudiosos de diversas áreas para debater os desafios do envelhecimento populacional e das demências em conexão com os impactos das mudanças climáticas, a sustentabilidade e a valorização dos saberes tradicionais da Amazônia. A programação contou com palestras, mesas-redondas, oficinas e grupos de trabalho que culminaram na elaboração de uma Carta-Manifesto, direcionada às autoridades e que será apresentada durante a COP 30.

Entre os participantes, destacou-se a presença da diretora do SINDIPETRO-RN, Claudete Roseno, que contribuiu ativamente para as discussões e assinou a Carta-Manifesto representando a entidade.
Segundo Claudete, participar deste espaço foi de grande relevância para ampliar a atuação do sindicato em temas que dialogam diretamente com a pauta da Transição Energética Justa:
“É impossível pensar em Transição Energética Justa sem olhar em nosso entorno, sem dialogar com a sociedade de uma forma ampla. Defendemos que a Petrobras, que já foi uma empresa de energia e investiu fortemente em fontes renováveis, tem competência para estar na linha de frente desse movimento. Não só pelo seu capital patrimonial, com toda a estrutura construída, mas também pelo capital intelectual e expertise em superar desafios.”
A diretora também compartilhou sua experiência pessoal, revelando como sua aproximação com a ABRAz se deu após sua aposentadoria da Petrobras, quando passou a atuar como Educadora Física Cognitiva:
“Como diretora do SINDIPETRO-RN e coordenadora do Coletivo de Mulheres Petroleiras, tive contato com diversas esposas de petroleiros aposentados, que se tornaram cuidadoras de seus maridos e depois pensionistas, em uma condição árdua e solitária. Esse seminário ampliou meu olhar para os cuidadores e cuidadoras da categoria petroleira. Entendi que é possível e necessário fazer mais por eles.”

Outro ponto de destaque do Seminário foi o debate sobre o resgate dos saberes tradicionais e ancestrais como alternativa aos fármacos que muitas vezes prejudicam a saúde da população. A oficina de “Terapia da Floresta” apresentou práticas dos povos originários que inspiram novas formas de cuidado e integração entre saúde, natureza e cultura.

O encerramento aconteceu com a emocionante Caminhada da Memória, momento simbólico de união e compromisso coletivo na luta por políticas públicas que garantam dignidade, bem-estar e sustentabilidade para as pessoas idosas.

Para Claudete, o evento reforça a importância de conectar a luta sindical a pautas sociais mais amplas:
“O SINDIPETRO-RN se insere nesse debate porque entende que a transição energética justa deve estar alinhada à construção de uma sociedade que respeite a vida, valorize os saberes ancestrais e cuide da sua população em todas as fases da vida.”