No Rio Grande do Norte, a greve nacional dos trabalhadores e trabalhadoras da Petrobrás entra no segundo dia com registro de ampliação das adesões. No edifício-sede da companhia, em Natal (EDIRN), o movimento ganhou força e passou a alcançar os poucos setores que ainda não haviam paralisado suas atividades. Já na Usina Termelétrica do Vale do Açu (UTE-VLA), em Alto do Rodrigues, trabalhadores iniciaram o desembarque.
Nesta quarta-feira, 17, o Sindicato realiza uma nova assembleia, a partir das 8h, em frente ao EDIRN, no acampamento instalado pela entidade. Além dos trabalhadores e trabalhadoras da ativa, estão sendo convidados aposentados, aposentadas e pensionistas, segmento que possui interesse direto no êxito do movimento, uma vez que um dos três principais eixos da campanha reivindicatória defende o fim dos Planos de Equacionamento dos Déficits (PEDs) da Petros.
Os demais eixos do movimento grevista reivindicam uma distribuição mais justa da riqueza gerada pela Petrobrás e a implementação de políticas relacionadas à chamada Pauta pelo Brasil Soberano, que defende a valorização da companhia, a preservação de empregos e a retomada dos investimentos no setor de Exploração e Produção (E&P).

Repúdio
Além de avaliar o andamento da greve nos âmbitos nacional e local, a assembleia geral dos trabalhadores e trabalhadoras ativos e aposentados do Sistema Petrobrás no Rio Grande do Norte, marcada para esta quarta-feira, em Natal, deverá manifestar repúdio à utilização de repressão e violência policial contra dirigentes e filiados do SINDIPETRO CAXIAS. O episódio ocorreu no primeiro dia do movimento, em frente à Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro.
Segundo relatos de participantes, o movimento paredista transcorria de forma pacífica e contava com amplo apoio dos trabalhadores da Petrobrás quando, a pedido da companhia, a Polícia Militar foi acionada e se fez presente no Portão 5 da Reduc. Em vez de estabelecer diálogo com os representantes sindicais, os policiais agiram com truculência, utilizando violência e promovendo a retirada e destruição de faixas e outros materiais do sindicato.
Na ocasião, o secretário-geral da entidade, Marcello Bernardo, e o membro titular da CIPA, Fernando Ramos, foram presos de maneira ilegal e arbitrária. Ambos foram algemados, colocados em um camburão de forma humilhante e conduzidos à delegacia. Conforme informações divulgadas pelo SINDIPETRO CAXIAS, apesar das marcas de agressão, como ferimentos nos pulsos causados pelas algemas e arranhões no rosto, os companheiros passam bem.
Para o SINDIPETRO-RN, que manifesta solidariedade aos dirigentes e à base do SINDIPETRO CAXIAS, o episódio configura um grave ataque à liberdade sindical e evidencia a intransigência e o despreparo da atual gestão da Petrobrás para lidar com reivindicações legítimas da categoria, reafirmando uma postura incompatível com o diálogo democrático e com o respeito aos trabalhadores e trabalhadoras que constroem, diariamente, as riquezas da companhia.
