A Diretoria Colegiada do SINDIPETRO-RN divulgou, na manhã desta quarta-feira, 25, uma Nota à População em que denuncia a escalada dos preços dos combustíveis no Rio Grande do Norte e aponta as privatizações realizadas nos últimos anos como uma das principais causas do problema. No documento, a entidade afirma que os sucessivos reajustes vêm penalizando diretamente trabalhadores, pequenos empreendedores e a maior parte da população, ao elevar o custo de vida e pressionar ainda mais a economia local.
Segundo o Sindicato, os aumentos registrados nas últimas semanas, que levaram os preços da gasolina e do diesel a patamares muito acima da média nacional, não podem ser explicados apenas pelas oscilações do mercado internacional de petróleo. Para a entidade, há um componente estrutural decisivo nessa crise: a retirada do Estado de funções estratégicas na cadeia de produção, distribuição e comercialização de combustíveis, processo intensificado durante o governo Bolsonaro.

Nesse contexto, o SINDIPETRO-RN defende a reestatização da refinaria Clara Camarão, no Rio Grande do Norte, e da antiga BR Distribuidora como medidas essenciais para recompor a capacidade pública de coordenação do setor. Na avaliação da entidade, a privatização desses ativos fragmentou a cadeia de abastecimento, ampliou a lógica do lucro máximo e enfraqueceu os mecanismos de moderação de preços. “O combustível é um insumo essencial à vida econômica e social e não pode continuar sendo tratado apenas como fonte de lucro para poucos, em detrimento do interesse coletivo”, sustenta a nota, cuja íntegra pode ser lida a seguir.
