O Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do Rio Grande do Norte (SINDIPETRO-RN) esteve na manhã desta terça-feira (07) na Usina Termelétrica do Vale do Açu (UTE-VLA), em Alto do Rodrigues, conversando com trabalhadores por conta do Dia Nacional de Luta pelos Direitos Sindicais dos(as) Trabalhadores(as) Prestadores(as) de Serviços, convocado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP).
A mobilização foi chamada em virtude de práticas antissindicais e violentas que estão sendo registradas na REPLAN, Refinaria de Paulínia (SP), e em outras unidades do Sistema Petrobras.
O coordenador geral do SINDIPETRO-RN, Marcos Brasil, participou da atividade junto aos trabalhadores. “Chegamos por volta das 6h e abordamos os trabalhadores explicando o que houve em Paulínia, onde estão acontecendo atitudes antissindicais, inclusive com profissionais sendo agredidos ao tentar exercer seus direitos”.

Solidariedade e resistência na UTE-VLA
A mobilização na UTE-VLA aconteceu por meio do posicionamento de faixas com o intuito de realizar a paralisação momentânea dos trabalhadores para diálogo em sua chegada ao local. Também foi reforçada a luta por valorização das categorias que atuam nas atividades operacionais.
“Os trabalhadores foram muito solidários com a situação e prática violenta ocorrida em Paulínia e se mostraram comprometidos com a luta para garantir a liberdade de reivindicação, um dos pilares de uma sociedade democrática”, enfatizou Brasil.

FUP destaca a importância da mobilização
Por meio de comunicado, a Coordenadora-Geral interina da FUP, Cibele Vieira, destacou que articular a denúncia pública das violações ocorridas em Paulínia reafirma o compromisso da categoria petroleira com a defesa da liberdade sindical, da organização dos trabalhadores e das trabalhadoras e do respeito aos direitos fundamentais.
“É fundamental dar visibilidade aos casos de intimidação, violência, perseguição e restrição ao livre exercício da atividade sindical, que afrontam o direito constitucional à liberdade de organização sindical e atentam contra a democracia nas relações de trabalho”, explicou.
