O Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do Rio Grande do Norte (SINDIPETRO-RN) vem ampliando sua mobilização política em defesa da retomada dos investimentos da Petrobras no estado. Em uma série de reuniões com parlamentares, gestores públicos e representantes de diferentes esferas de governo, a entidade busca construir apoio institucional para recolocar o Rio Grande do Norte no centro da estratégia de investimentos da estatal brasileira.

De acordo com o coordenador-geral do sindicato, Marcos Brasil, uma das principais pautas defendidas pela entidade é o fortalecimento da exploração e produção de petróleo na Margem Equatorial Potiguar, considerada uma das áreas mais promissoras para a expansão da produção nacional de hidrocarbonetos.

Segundo relato do dirigente sindical após reunião realizada com uma deputada federal, o encontro teve como foco a luta pelo retorno dos investimentos da Petrobras no setor petrolífero do Rio Grande do Norte. Durante a conversa, foram apresentados argumentos técnicos e econômicos que reforçam a importância da presença da estatal para o desenvolvimento regional.

Produção na Margem Equatorial é vista como estratégica

Marcos Brasil destacou que o sindicato tem defendido a ampliação das atividades da Petrobras na Margem Equatorial do Rio Grande do Norte, região onde a empresa já possui importantes ativos e perspectivas de novas descobertas.

De acordo com o dirigente, a Petrobras já opera áreas como os campos de Pitu e Pitu Oeste, além de estar envolvida em projetos exploratórios que incluem a perfuração do prospecto conhecido como Mãe de Ouro. A expectativa é que esses investimentos possam ampliar significativamente a produção de petróleo e gás no estado nos próximos anos.

A defesa da exploração da Margem Equatorial também está alinhada com as discussões realizadas pelo sindicato junto à direção da Petrobras, que prevê investimentos bilionários na região dentro de sua estratégia de expansão da produção nacional.

Leilão de blocos terrestres mobiliza sindicato

Outro ponto central das articulações do SINDIPETRO-RN é a realização dos próximos leilões de áreas petrolíferas. Segundo Marcos Brasil, o Rio Grande do Norte dispõe atualmente de 41 blocos terrestres que poderão receber investimentos relevantes nos próximos anos.

O sindicato defende que a Petrobras participe ativamente desses processos de aquisição de áreas exploratórias. Caso isso não ocorra, a entidade considera fundamental que os blocos sejam arrematados por empresas com comprovada capacidade financeira e operacional para desenvolver projetos de exploração e produção.

A preocupação decorre de experiências anteriores em que áreas adquiridas em rodadas de licitação não receberam os investimentos esperados, retardando o desenvolvimento da atividade petrolífera e reduzindo a geração de empregos e arrecadação para os municípios produtores.

“A gente quer empresas que realmente tenham compromisso para investir no estado”, enfatizou Marcos Brasil em seu relato sobre as discussões realizadas com representantes políticos.

Retorno da Petrobras é visto como motor de desenvolvimento

O sindicato argumenta que o retorno dos investimentos da Petrobras pode representar uma nova fase de crescimento econômico para o Rio Grande do Norte.

Historicamente, a presença da estatal foi responsável pela geração de milhares de empregos diretos e indiretos, além de movimentar diversos setores da economia, incluindo comércio, hotelaria, transporte, prestação de serviços e construção civil. O tema tem sido levado pelo SINDIPETRO-RN a diversas lideranças políticas e gestores públicos em busca de apoio institucional.

A entidade também sustenta que a retomada dos investimentos contribuirá para elevar a arrecadação de royalties e participações governamentais, fortalecendo as finanças dos municípios produtores e do próprio estado.

Energias renováveis também fazem parte da pauta

Além da defesa da indústria do petróleo, o SINDIPETRO-RN tem apresentado propostas voltadas para a expansão dos investimentos em energias renováveis.

Em reuniões recentes com representantes políticos, o sindicato sugeriu a destinação de parte dos recursos previstos pela Petrobras para projetos de energia solar, eólica offshore e hidrogênio verde no Rio Grande do Norte. A proposta contempla investimentos bilionários que poderiam gerar entre 15 mil e 20 mil empregos no estado, segundo estimativas apresentadas pela entidade.

Mobilização continua

As articulações lideradas pelo SINDIPETRO-RN fazem parte de uma estratégia mais ampla para sensibilizar autoridades, parlamentares e a própria direção da Petrobras sobre a necessidade de ampliar os investimentos no Rio Grande do Norte. Nesse processo, a deputada estadual Isolda Dantas e a deputada federal Natália Bonavides têm se consolidado como importantes aliadas da categoria, contribuindo para levar as reivindicações dos petroleiros e petroleiras a instâncias superiores de decisão, fortalecendo o diálogo com órgãos federais, a direção da Petrobras e demais atores estratégicos para o desenvolvimento do setor energético potiguar.

Nas últimas semanas, o sindicato realizou encontros com representantes da Assembleia Legislativa, prefeituras, Governo do Estado e assessorias parlamentares, além de manter diálogo permanente com a Petrobras e a Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Para Marcos Brasil, o momento exige união das forças políticas e econômicas do estado para garantir que o Rio Grande do Norte volte a ocupar posição de destaque no setor energético nacional, tanto na produção de petróleo quanto na geração de energias renováveis.

A expectativa do sindicato é que as articulações em curso resultem em novos investimentos, geração de empregos, aumento da arrecadação e fortalecimento da economia potiguar nos próximos anos.