Sem avanço nas negociações das cláusulas econômicas e na resolução de problemas envolvendo distinção salarial e desvio de funções, os trabalhadores da RCS seguem rejeitando por ampla maioria a contraproposta do ACT – 2024/2025. O calendário de assembleias deliberativas teve início na segunda(26) e segue até quinta(29), conforme o calendário abaixo.

O Diretor e Coordenador Eleito do SINDIPETRO-RN, Marcos Brasil, explica que um dos motivos que levam a rejeição é a desvalorização salarial. “A empresa está oferecendo um reajuste de 4,62% nos salários, um percentual muito abaixo se comparado aos 14% reivindicado pela categoria, que leva em conta a inflação e valorização do trabalho”, relata o dirigente.

Outro ponto questionado pelas bases é a distinção salarial dos trabalhadores que exercem a mesma função. “Temos companheiros que exercem a mesma função em bases diferentes do Estado com salários diferente, um absurdo”, informa o Diretor do SINDIPETRO-RN, Manoel Assunção. O dirigente ressalta que esse ponto, mais o desvio de função entre os cargos, foi ressaltado diversas vezes em reuniões do sindicato com a empresa, que promete fazer as mudanças, mas na prática não executa.

Por fim, os trabalhadores também estão reivindicando uma cesta natalina a ser paga em dezembro. A proposta das bases é de R$ 500,00, mas a empresa está oferecendo apenas R$ 202,00. Esses são alguns pontos que levam a rejeição da contraproposta no nas bases do Rio Grande do Norte.

Para fortalecer a luta, a categoria está aprovando Assembleia Permanente e Estado de Greve, que remete a um instrumento político que avisa a empresa de uma iminente paralisação, além de alertar sobre a insatisfação da categoria com as condições de trabalho e negociações.

Além dos diretores do SINDIPETRO-RN citados na matéria, estão participando das assembleias os dirigentes: Eufrásio Paulino, Jorge Luiz, Pedro Idalino, Rildo Tavares e o Coordenador do Geral, Ivis Corsino.